Liderança e Autoria: Como Navegar em 2026 sem Perder o Eixo
O ano de 2026 chegou com uma promessa clara: a tecnologia não é mais apenas uma ferramenta de eficiência, mas o centro de grandes disputas políticas, sociais e culturais. Entre o avanço dos agentes de IA e a volatilidade do mercado, é fácil sentir que estamos "à deriva", reagindo a cada nova atualização ou mudança de cenário.
Mas, após 20 anos de trajetória na área comercial e agora liderando parcerias estratégicas no Google, aprendi que a melhor forma de encarar o futuro não é correndo mais rápido, mas mudando a forma como narramos nossa própria jornada.
1. A Narrativa de Quem Faz (Autoria)
Muitas vezes, descrevemos nossos dias pelos problemas que enfrentamos: "está tudo travado", "é muita coisa para resolver". Essa narrativa nos coloca como pacientes da vida.
Em 2026, decidi adotar a narrativa do comando. Em vez de focar no que o mercado está fazendo, foco no que eu estou tentando construir. A vida — e o mercado — não respondem ao que sofremos, mas ao nosso movimento.
2. A Calma como Competência Estratégica
Vivemos na era da urgência. Mas, como bem diz Paulo Roberto Bertaglia, a pressa é muitas vezes apenas ansiedade fantasiada de produtividade.
A calma não é passividade; é estratégia. É a habilidade de manter a mente organizada para que a inteligência opere sem ruídos. No ambiente corporativo atual, o líder que respira antes de reagir é aquele que enxerga as nuances que a pressa ignora. A calma é o que permite que tudo fique bem, mesmo quando o cenário externo é caótico.
3. Sem Nichos Rígidos, Apenas Fases de Vida
Há uma pressão enorme para nos "empacotarmos" em marcas pessoais perfeitas. No entanto, sigo a provocação de Ale Garattoni: "Pessoa física não tem nicho, tem fases de vida".
Meu "tempero" hoje é a união da maturidade de duas décadas de mercado com o frescor de novos aprendizados acadêmicos na LSE e a imersão em IA. Não sou uma coisa só. Sou um profissional em constante (re)posicionamento, e essa fluidez é o que garante a relevância em um mundo que tenta nos automatizar.
4. Inteligência Emocional: O Diferencial Humano
Quanto mais a IA evolui, mais a inteligência emocional se torna o nosso maior ativo. Liderar com humanidade significa entender que a tecnologia acelera a técnica, mas o autoconhecimento é o que sustenta a mudança. O desafio de 2026 não é dominar mais ferramentas, mas cultivar a capacidade de desaprender o que não serve mais e reaprender com agilidade e empatia.
Conclusão: O Meu Plano
Para este ano, meu foco não está no volume de informação, mas na qualidade da execução. Organizei meu ano em ciclos de 12 semanas para manter o foco no que é inegociável: liderança, saúde e evolução constante.
A vida responde ao movimento. E o meu movimento é em direção a uma liderança que une dados e humanidade, sempre com a mão firme no leme.
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